Ninguém me conhece,
não sabe quem eu sou.
Nem eu mesmo me conheço,
nem sei tão pouco onde vou.
Meu caminho é incerto
cheio de dúvidas e medo.
Somente me revelo, nos versos
que escrevo.
As noites são tão longas,
a lua como companhia,
somente uma palavra,
só disso eu carecia.
Uma palavra, um gesto
minha vida preencheria.
No deserto em que me encontro,
e dele eu sairia.
Embora a luz que eu carrego
brilhe em toda direção, é uma
luz que se apaga, com medo da
solidão.
Mas a voz da minha alma,
grita forte num lamento,
trazendo sempre a tona,
lembranças do sofrimento.
Sofrimento que rejeito,
não quero sentir nem
pensar; pois minha alma
ainda brilha e sempre brilhará.
O lamento transformo em flores,
a dor em alegria, o medo em
esperança, a solidão em companhia.
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